
Os dias vão passando, os preços vão subindo, as pessoass vão descrendo, outras crendo muito mais, as estações mudam, os carros correm, a água se transforma, o amor se transforma, o ódio se transforma, o arrependimento se transforma, a natureza ezala tudo o que há na essencia, os pássaros cantam, as aranhas continuam tecendo suas teias...
A vida continua seguindo seu ritmo lento e implacável.
O presente passa a ser a interpretação literal do passado, e o futuro começa a já não mais existir...
Voltando-me para dentro, para o antes, para o agora, para o "é" da coisa, eu me encontro mais uma vez.
A exatidão que eu existo, é continuação da exatidão de todas as coisas... e tudo começa a soar tão claramente óbvio ...
A janela que se fechou, o dia que escureceu, a lágrima que não caiu, o amor que se encheu de luz e morreu, a chuva que molhou, o plano que cessou, a concórdia não assistida, o ciclo que se encerrou...
Na raiz de tudo o que se move, de tudo o que é vivo, encontramos a verdade.
Um fato não é inescapável, a cor rosa não pode ser azul; o amarelo não deixa de se-lo por minha vontade, as marés continuarão desbocando nos rios, mesmo eu me questionando infindavelmente como isso acontece...mesmo eu acreditando que isso é impossível!
E essa paz com qual as coisas simplesmente me acontecem, toma conta de mim.
É como se eu entendesse o mundo que gira e aceitasse sua rotação.
É eu me despedindo de tudo o que não cabe.
É eu dando boas vindas, ao que vier!
