Não tenho boca,
Nem olhos,
Nem ouvidos.
Não há em mim
Vontade alguma
De me sobrepor
Ao que foi narrado,
Em absurdo fadado.
O súbito
Que arranca de mim
O que eu vivi,
Remete meus poros
À poluição a fora,
Que aos poucos me devora
E me vaza pro mundo.
Pedra que não rola, não cria limo

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