Dedicatória
Eu quero entender a boca,
daquele que reclama
do muito que lhe convém.
Enfatizo ser drama,
ou dharma
inutilizar a Obra por mero ego.
Me debruço à procura,
de respostas,
o do por quê seres assim,
tão retrogado e fugido de mim...
A tua boca não fala o que vem de dentro,
e teus olhos lacrimejam apenas o que lhe serve.
Por que não pára de girar ao seu redor,
por que não olha a paisagem pela janela da vida?
Insiste em viver, e reviver casos antigos,
em escrever e reinventar sobre si mesmo...
Ouve músicas, para compor,
não há senão saída para criar...
Não há nada que vibre?
Nada mais o toca?
Ou o senhor se fechou e não se abre nunca mais?
Os calos dos dedos que tocam,
são apenas reflexos da vida que se tem.
E o futuro, numa louca estronave, revelará o que te mantém...
Mas por hora, eu insisto...
a sede de vida,
só se sacia quando se enche dela...

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