"O que me preocupa não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons."


6 de jul. de 2009

flores de plástico não morrem

Devo dizer que esse foi um final de semana de muitas reflexões...
Refleti sobre o frio doído que cala palavras, sobre o gole gelado que desenrola conversas...sem que tenham começos...nem meios, e que não tem finais muitas das vezes...
Escalei olhares penetrados na minha mente, e sufoquei sentimentos, pelo simples fato de não querê-los sentir...
Verifiquei que algumas coisas sendo vivas, podem morrer..e morrem,e que os pensamentos divergentes, trazem dissabor em qualquer relação... isso até um ponto entristece; mas na vírgula seguinte compreendo que a vida, por ora vadia congruente do ego, é velada como subidas e descidas de uma grande montanha, não permanece a mesma, mas eternamente ficará lá. Estática. Seja como for...

Senti a alegria de estar rodeada de mentes sagazes e de personalidades ímpares e assim expressando e reagindo, me sentido eu.
Nivelei a vontade de ser, com o que sou.
O falar, com o ouvir.
O sentir, com calar.
A pergunta, com resposta.
O medo, com calma.
A música, com silêncio.
O cair, com levantar.
o dom, com o deixar despertar...

na euforia branda do desconhecido particular,
um novo caos surgiu.
A rotina do laborioso laser-cotidiano tomou conta de toda a prosa.
Chega a ser insalubre o drama. E quanto drama, não?!
Fila pra exatamente tudo.
Seja pelo in joy, pelo desafogar, pelo alimentar, pela moda, pela água, pela demora.
É hora pra tudo!
Mas o que será que há?
Há tanto no que sobra na semana para se aproveitar, não é?
Tanto é, que nada tem demais, desperdiçar o pouco que resta em filas de supermercados, de lanchonetes, de cinemas, teatros...
É tudo tão barato...tão frio....tão pouco...
Pois...eu cansei dessa vida pacata,
Que se vive igual, a tempos...
E que não muda pela a acomodação.

...é ruim ver um casal de namorados, comendo um lanche caro e sem sabor, olhando-se apenas porque um está sentado em frente ao outro.
Me dói,
Cria asco.
Enxame de pensares.
Na sociedade.
No não pulsar.
Na vida frenética fluindo pra nada.
Nos amores que não são rosas,
Nas paixões que não são vermelhas...

Isso mata por dentro...

Nenhum comentário:

Postar um comentário