"O que me preocupa não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons."


1 de jul. de 2009


O dia já começa com “bom dias” cansados.
Com olhares cansados.
Com questões cansadas, e outras mais que se já não são cansadas,
Cansam de forma “cansavelmente cansante”.
Quando a primeira hora do dia já começa assim,
Fico ciente de que terei um dia infinito longo, aquele longo,
Que de tão “imensuravelmente longo”... cansa só de pensar.
Quando me vejo na cena do dia que não acaba – e não acaba por estar sendo tipicamente cético,
Porque se fosse um dia fértil, passaria com a velocidade da luz – eu sei que o dia será de imensos bocejos,
E só de pensar no trabalho árduo bocejado,
Já me dói a cara. Me dói os ossos. Me dói as vísceras.
Me dói a sede de loucamente ser,
e me trancam o mundo de possibilidades.

É bem certo, que embora agora, esse dia não tenha fim,
Uma hora ele há de acabar...
Enquanto não termina, eu suspiro o tédio de preto estar, de sonolenta estar, de tudo estar,
menos estar eu.

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