os dias que se passaram alavancaram minhas idéias sobre o mundo totalmente strange em que vivemos...bem, no mundo em que eu vivo pelo menos ...
seguindo a rota torta da vida que eu me propus, eu vou deixando buracos incolores no meu coração...
eu falo da vida, e do viver sem intesidade, mas ao parar e verificar algumas situações vividas em um único final de semana,
me pergunto eu: quem é que está vivendo friamente?
agindo de maneira a não me deixar vulnerável para me machucarem,
eu deixo o amor que cabe aqui dentro, sempre pra depois...
é como se minhas ações fossem revestidas de aços.
aços que nem as lágrimas de dentro, nem as ventanias sombrias do mundo particular de cada um, são capazes de enferrujar...
e nesse instante, eu me lembro, que tudo aquilo que não se transforma, que não dói, não alegra, não extingue, não fere... não está vivo.
e uma lança atinge bem fundo meu peito.
estou viva e emoções mortas não têm peso para me transformarem em algo melhor...e o que é pior, também não me diminuem.
eu acho as relações e as mentes humanas complexas demais.
o que há de errado em viver só por viver, e deixar se levar por se querer?
essas situações que colocam a prova minha hostilidade e meu êxtase, me cansam demasiadamente,
em cada mente um mundo, em cada ser humano um coração, em cada vida um álbum de fotografias,
em cada palavra um dicionário de interpretações...
estou cansada de ter que interpretar...
quero ser apenas intérprete da minha história, e saber que não vivo em vão.
enquanto isso, eu vou oscilando entre o ser e o omitir,
afinal, cada um julga o semelhante conforme a necessidade que o impulsiona a seguir.
e,
é claro,
sou todos esses julgamentos.
sou uma pra cada um.
só o que não quero,
é ser SÓ mais uma pra absolutamente ninguém.

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