eu vou jogando esses jogos
até eu chegar no limite do meu corpo,
da minha inteligência,
da minha vontade sagaz,
do meu desatino.
jogos viciosos esses,
que me encostam na parede,
e me exploram,
e me explodem,
e me aliviam.
resultado de feromônios diversos,
instintos que não se resistem,
vultos passageiros.
enquanto a face examinadora
desejar o conhecimento do libído,
do íntimo alheio,
e o que ele atribiu a alma em si,
estarei eu,
me rendendo sempre e cada vez mais.
jogos perigosos esses,
que invadem o momento,
e me levam sempre
pra nenhum lugar.

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