dançar.
no calor dos corpos,
se sente, se faz,
acontece, refaz,
se encontra e se perde...
na batida que toca no fundo da alma,
me reconheço como eu mesma.
sem dogmas, apenas instinto.
sem pernas, apenas espírito.
sem olhar, apenas olhos fechados.
me doar até a entrega de dentro ser inteira.
o momento torna-se tão unicamente infinito
que pela unicidade de dois,
tem-se o eterno na palma das mãos...
e os pés que flutuam,
escalam nuvens,
encontrando deuses, anjos, arcanjos...
a vida corre quente
dentro das veias,
em meio as entranhas do ser,
absoluto sentir
esferas paralelas,
como redomoinhos,
se me seguem,
me cegam,
me entorpecem.
clarear a luz de dentro
na busca do bem certo,
do passo arriscado e acertado,
da palavra sussurrada,
de onde ninguém sabe,
mas que me entra,
me impacta,
e me deixa leve...

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