"O que me preocupa não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons."


4 de ago. de 2009

Que as verdades sejam ditas.


Hoje meu redemoinho envolto de massa encefálica acordou curvo em relação as demandas de esperas, quedas, erros...
Permaneço pequenina ao me enxergar, me falar, me escrever.
Minha já quase mente, fervilha em idéias passageiras,
E atormenta com a vaga sensação do passado podendo ser vivido...
Ele que deixou de ser, me esmaga na tentativa de existir.
Mas, é como se as horas desperdiçadas, ganhassem realmente VIDA
Por detrás da pele,
Por detrás dos olhos,
Por dentro de mim.

Fincadas nas arestas do que não pode ser,
As expectativas formam ervas daninhas,
Destruindo o que se enxerga como consagração do respeito.
E fortalece a idéia de que somos livres,
E que todo esse livre arbítrio,
Embora possa me causar grande queda,
Me desperta enquanto pessoa integral.

Me combato na certeza da lei de causa e efeito,
Muitos são os que me testam,
E que me lançam verdades particulares formadas.
Não que sejam meus inimigos,
Mas vadiam conforme a conveniência...
E o meu tempo já passou...

Que as verdades sejam ditas, e revistas
Mesmo que só na sinceridade e prazer de hoje...
O que desistiu constrói um castelo de benfeitorias a mim,
No momento em que estou.

Mesmo meu coração vacilante em acreditar nas coisas que sente,
As palavras desenhadas,
Antecipadas de querer-se saber,
Deixaram rastros,
Que não me dão outra saída se não a de pensar,
E nunca questionar,
O que por dentro me arrepia.

Ao que eu ouvi,
Na confiança de outrem,
Mantenho no mais puro resguardo.
Se minha confiança é demais,
Eu que pague,
E apague as certezas de acreditar...

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